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Como escolher o nome da empresa: o que verificar antes de registar
Um nome bom não é o mais bonito. É o que se regista, se encontra no Google e tem uma história que o dono conta num fôlego. A lista de verificação, por ordem.
A maior parte dos nomes de empresa escolhe-se numa noite e paga-se durante anos. Não porque sejam feios — muitos são bonitos — mas porque ninguém verificou se estavam livres, se se encontravam ou se diziam alguma coisa a quem procura.
Esta é a ordem de verificação que usamos. Serve tanto para quem está a abrir a empresa como para quem já tem nome e nunca o testou.
1. Há uma história para contar?
Antes de qualquer pesquisa, uma pergunta: quando lhe perguntarem "porquê este nome?", o que responde? Se a resposta demora mais do que um fôlego, ou se é "achámos bonito", o nome não tem racional. Um nome com história é mais fácil de lembrar, de explicar e de defender numa reunião. E é a história que vai para o site, para a apresentação e para a boca de quem vende.
2. Está livre no INPI?
Em Portugal, a marca regista-se no INPI; no Brasil, no INPI brasileiro. São registos diferentes, e um nome livre num país pode estar tomado no outro. A pesquisa é pública e gratuita nas duas bases. Procure o nome exato e as variações próximas — grafias, plurais, a mesma palavra com um descritor — na classe de serviço em que a empresa atua. Um nome com conflito na mesma classe é um nome a que vai ter de renunciar mais tarde, já com cartões impressos.
3. O domínio é seu?
Um nome sem domínio é um nome a meio. Verifique o .pt e o .com.br consoante os mercados, e o .com se houver ambição internacional. Se o domínio exato estiver ocupado por uma empresa ativa, o problema não é só o endereço: é a confusão. Quem pesquisar o seu nome vai encontrar a outra.
4. O que aparece no Google quando se pesquisa o nome?
Esta é a verificação que quase ninguém faz. Pesquise o nome entre aspas. Se o primeiro resultado for outra empresa, uma palavra comum com milhões de resultados, ou um significado que não quer associado à marca, o nome vai custar caro a posicionar. O objetivo é simples: quando alguém pesquisar o nome da sua empresa, a sua empresa aparece em primeiro, com o perfil ao lado. Com um nome inventado isso leva dias; com um nome genérico pode nunca acontecer.
5. Diz, sugere ou inventa?
Há três famílias de nome, e nenhuma é a certa para todos os casos:
- Descritivo — diz o que a empresa faz ("Limpezas do Centro"). Fácil de perceber, difícil de registar e de distinguir.
- Sugestivo — evoca sem descrever. Regista-se melhor e ganha significado com a marca.
- Inventado — não existe antes da empresa. É o mais fácil de registar e de posicionar no Google, e o que mais depende da marca para significar alguma coisa.
A escolha depende do orçamento de comunicação e da concorrência no setor. Um nome inventado com pouco investimento em marca fica mudo; um descritivo num setor cheio desaparece.
6. Funciona nos dois países?
Um nome que soa bem em Lisboa pode significar outra coisa em São Paulo, e vice-versa. Se a empresa vai vender nos dois mercados, leia o nome em voz alta nas duas variantes e pergunte a alguém de cada lado o que lhe ocorre. É uma verificação de dez minutos que evita anos de explicações.
O que fazer com a lista
Se o seu nome passa nos seis pontos, registe-o e avance. Se falha num, o custo de corrigir agora é uma conversa; daqui a dois anos, é um rebranding. Se quiser uma segunda opinião, diga-nos o nome e o que a empresa vende: respondemos com o que vimos nas verificações.