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Blog · Busca · 2 min

SEO e GEO: a diferença, e o que muda para uma empresa pequena

O Google entrega quem responde ao que foi pesquisado; o ChatGPT cita quem explica melhor. O que isso muda no site de uma empresa que quer ser encontrada.

Durante vinte anos, aparecer nas buscas quis dizer uma coisa: estar na primeira página do Google para o termo que o cliente escreve. Isso continua a valer. Mas uma parte crescente das pesquisas já não termina numa lista de links: termina numa resposta escrita por uma IA, no topo do próprio Google ou dentro do ChatGPT e do Gemini.

Daí o segundo acrónimo. SEO é a otimização para o motor de busca: ser encontrado na lista. GEO, generative engine optimization, é a otimização para o motor generativo: ser citado na resposta. Não são concorrentes. O segundo assenta no primeiro.

O que o SEO continua a exigir

O Google entrega quem responde ao que foi pesquisado. Para uma empresa pequena, isso traduz-se em três coisas:

  1. Uma página por termo. Quem pesquisa "contabilista em Odivelas" quer uma página sobre contabilidade em Odivelas, não a página inicial de uma empresa que faz contabilidade, consultoria e formação. Cada serviço, em cada cidade onde vende, merece a sua página.
  2. O perfil no Google. Nas pesquisas locais, o mapa aparece antes de qualquer resultado. Um perfil completo, com categoria certa, fotos e avaliações, vale mais do que muito do que se faz no site.
  3. Tempo. Para o nome da empresa, dias. Para o termo comercial, meses. Quem promete a primeira página em duas semanas está a vender outra coisa.

O que o GEO acrescenta

Os assistentes de IA constroem a resposta a partir de páginas que conseguem ler e citar com confiança. Três hábitos ajudam:

  • Responder primeiro, explicar depois. A pergunta que o cliente faz ("quanto custa", "quanto tempo demora", "o que inclui") tem resposta direta nas primeiras linhas, com números quando existem.
  • Ser verificável. Preço, prazo, morada, horário, o que está e não está incluído: dados concretos, não adjetivos. A IA cita o que consegue confirmar.
  • Falar para a máquina também. Dados estruturados (schema) na página e um ficheiro llms.txt na raiz do site, que diz em texto simples o que a empresa é e faz. É barato e quase ninguém o tem.

O que não muda

A ordem. Não adianta ter boa presença nas buscas se, quando o cliente chega, o site promete uma coisa, o anúncio outra e quem atende uma terceira. A busca traz a visita; a marca é que decide se a visita vira contacto. É por isso que, no nosso trabalho, a busca é a terceira família e não a primeira: antes dela, o nome tem de se encontrar e a marca tem de dizer uma coisa só.

Por onde começar

Pesquise, hoje, o que a sua empresa vende, na sua cidade, sem o nome da empresa. Veja quem aparece no mapa e nos três primeiros resultados. Depois pergunte ao ChatGPT a mesma coisa. Se não aparece em nenhum dos dois, já sabe por onde começar. Se quiser, diga-nos o termo e a cidade: respondemos com o que vimos.